|
Nossa reportagem fez uma entrevista exclusiva com o vencedor do Festival de Música Obidense,Femob, Alfredo Reis. Ele que é músico compositor e interprete. Tem 28 anos de produção artística musical, já participou de vários eventos musicais, projetos culturais como artista , gestor cultural e produtor; recebeu vários prêmios ao longo destes anos onde se destacam: 3º festival da canção paraense onde obteve o 1º e 2º lugar com as musicas ; Procissão das Águas e Pororocando, Fecani 95 com a musica Outro Brasil, festival este que obteve oito premiações, o Fecam 96 em Marabá 1º lugar com a musica Noturna. Alfredo Reis tem varias músicas gravadas com sua interpretação e de outros interpretes como Lucinha Bastos, Marcos Monteiro, Walter bandeira e outros. Musica de sucesso nacional como Chamegoso, com Marco Monteiro. Ao longo desses anos, ele já teve vários parceiros musicais como: Rui Barata, Benedito Monteiro, Vilar Ferreira, Edu Filho e Antonio Carlos Maranhão; é o atual presidente da ACIMPA – Associação dos Compositores Interpretes e Músicos do Pará.
F.O. Você é um profundo conhecedor de festivais, pois já participou de vários. Como você viu o Festival de Música Obidense? Como você viu o Festival de Música Obidense?
A.R. O festival de Obidos tem tudo para ser o maior pólo musical representativo da região, pela sua agregação e participação popular. Pois é um evento aberto ao público feito numa praça, envolve toda a cidade onde o povo se manifesta brinca e aplaude,
onde houve representações musicais de outros estados e municípios, revelando-se como um festival de musica nacional. Isto é muito bom para um festival. A meu ver, a importância de um festival nacional, nos mostra de imediato um parâmetro de análise onde identificamos a qualidade musical e poética atual. Onde também se verifica um equilíbrio e um referencial do que se produz musicalmente no Estado e no Brasil. O Festival depois de 06 anos sem acontecer, precisa sim de alguns ajustes fundamentais, creio que foram detectados pela organização e pelos técnicos da Secult, ambos estão de parabéns pelo sucesso alcançado.
F.O. Com relação a qualidade das músicas. Qual a sua opinião?
A.R. Numa visão geral, foi muito bom! Pois a partir deste ressurgimento, se teve uma idéia do que se está produzindo musicalmente na região e fora dela. Registro aqui meus parabéns e agradecimentos aos músicos da banda base que em tempo algum deixaram a desejar no seu exercício profissional, são músicos da melhor qualidade!
F.O. Como foi vencer esse festival?
F.O. Participar do festival foi uma honra, vencê-lo foi a forma de devolver o carinho e o apreço dos amigos locais, confraternizando-nos com a mesma alegria , foi bom demais!
F.O. É verdade que você tem laços com Óbidos?
A.R. É verdade, antes de ir para o aeroporto, fui ver minha mãe como sempre faço quando viajo, e ela me pediu que verificasse em Óbidos se ainda existia remanescentes dos ramos familiares dos Andrade e dos Araújo, ramos do meu avô Adolfo Araújo e de minha avó Agda Andrade, irmã do Antonio, do Miguel , do Joaquim e do João Andrade. Meus avós nasceram e casaram- se em Óbidos, meu tio Cláudio o primogênito, é filho de Óbidos. Depois do nascimento do meu tio, o casal foi para o Amazonas, minha mãe é a caçula de dez filhos e eu o segundo dos seus, nascidos em Belém.
F.O. Na sua canção "Como solitário boto" que faz uma viagem por várias cidades do Pará. Se fosse fazer novamente, incluiria Óbidos?
A.R. Com toda a certeza , começando com a solidão dos canhões da Serra da Escama, que nome bonito para uma serra!
F.O. O que você achou da cidade de Óbidos?
A.R. Ano passado a convite de amigos estive no Festival do Jaraqui e deu pra sentir que o obidense é animado. A cidade pulsa cultura, faz parte da nossa historia, escrita em cada degrau de suas escadarias e ladeiras. Da rua do céu ainda tenho muito por conhecer, mesmo já me sentindo em casa em Óbidos.
F.O. Você pretende voltar?
A.R. Sempre que me for possível, ainda trago o cheiro e o sabor daquela calderada do Curió, registro meus agradecimento aos seus familiares e minhas desculpas por não poder me despedir pois saí correndo para o barco.
F.O. Será que de repente você pode fazer uma canção em homenagem à Óbidos?
A.R. Certamente que sim, com a benção de Santana! Meu muito obrigado pela oportunidade deste momento e que Deus ilumine nossos caminhos neste lado ainda verde do planeta.

|