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Data: 10/03/2010
Um paraíso chamado Algodoal

Seu nome é Ilha de Maiandeua, mas todos a conhecem por Ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no Tupi e significa "Mãe da Terra". A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920. Algodoal é, também, o nome da maior vila, das quatro que existem na ilha. As outras três são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca.

A vila de Algodoal é a principal por ser a maior, a que possui a melhor infraestrutura para acomodação de turistas e, conseqüentemente, a que recebe mais visitantes. Estas quatro vilas são separadas entre si por porções de manguezais e secionadas em alguns pontos por canais de maré.

Os 19 km² da Ilha de Algodoal/Maiandeua são marcados pela tranqüilidade, pelos cenários maravilhosos que atraem turistas de todo o mundo que nunca se decepcionam com a sua natureza bucólica, bela e dadivosa e pela falta de energia elétrica, que ressalta o clima rústico da região. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo.
Os meios de transporte existentes são a bicicleta, o barco (a motor ou a remo) e a carroça puxada por cavalo. Veículos motorizados não podem entrar na ilha.

Normalmente, o turista busca conhecer a rusticidade da sociedade nativa e a abundante beleza natural da ilha. Além das caminhadas que podem ser praticadas, livremente, pela região, há opções de passeios de carroça puxada por cavalo. Os destinos recomendados são as lagoas da ilha, que são muito bonitas, tal como a Lagoa da Princesa, e as demais vilas, como a de Fortalezinha, que preserva a primitividade da sua organização social e mantém intactos os belíssimos recursos naturais da região. Há, ainda, a possibilidade de passeios de barco pela Região do Salgado e pelos rios da Amazônia. Pode-se praticar a pesca artesanal de canoa ou de barco a motor, dependendo do peixe que se quer pegar, e deve ser realizada, sempre, em companhia de pescadores locais, que conhecem como ninguém a região.

Natureza

Os ecossistemas da Região do Salgado fazem da ilha de Algodoal uma área cuja biodiversidade é muito rica. Nela, encontramos belas praias, manguezais, belos lagos de água doce, dunas, igarapés, pássaros, animais, frutas de época e muitos frutos do mar. As espécies de pássaros mais comuns na ilha são: guará, garça, pavão, socó, taquerê, colhereira, marreco, papagaio, etc. Os animais presentes na ilha são: preguiças, quatis, tamanduás, raposas, gatos maracajá, camaleões, mucuras, macacos de várias espécies, guaxinins, jacarés, jabutis, tartarugas, etc.
Os manguezais são férteis berçários de peixes, mexilhões, camarões, ostras, turus, caranguejos e outras espécies marinhas que dependem desse ecossistema para sua reprodução. A vegetação da ilha é característica de restinga e apresenta uma grande variedade.

Nos períodos em que a ilha recebe milhares de turistas brasileiros (julho e feriados), as opções de diversão noturna se ampliam. Acontece festa em todo canto, com reggae, rock, dance, brega, MPB (Música Popular Brasileira), pagode, etc., além de um luau ou outro que acontecem à beira-mar com fogueira, violão e voz na praia.
onde fica
Situada a norte do município de Maracanã e a nordeste do estado do Pará, a Ilha de Algodoal/Maiandeua faz parte da Região do Salgado Paraense e tem por limites, ao Norte, o Oceano Atlântico, ao Sul, o canal de Mocooca, a Leste, a Baía de Maracanã e a Oeste, a Baía de Marapanim.
 
Quanto custa

O acesso à Ilha de Algodoal/Maiandeua, normalmente, se dá por Belém do Pará, a cidade mais próxima provida de aeroporto internacional. De Belém, roda-se por 163 km das rodovias BR-316 e PA-136 (ambas em boas condições) até o porto de Marudá. De lá, toma-se um barco que leva cerca de 40 minutos para chegar à ilha. Então você já estará no paraíso.
O acesso à Ilha de Algodoal/Maiandeua, normalmente, se dá por Belém do Pará, a cidade mais próxima provida de aeroporto internacional. De Belém, roda-se por 163 km das rodovias BR-316 e PA-136 (ambas em boas condições) até o porto de Marudá. De lá, toma-se um barco que leva cerca de 40 minutos para chegar à ilha. Então você já estará no paraíso.

 

 

Nesse paraíso  ecológico você encontrará a pousada Habitat, do obidense Hélio Marinho Júnior, que oferece todo conforto a seus clientes, tendo como novidade de opção o “redário”, espaço para atar redes barateando ainda mais sua estadia, com armário individual para guardar seus pertences, além de banheiros específicos para os usuários. É só conferir.
Telefone para contato:91148995

Frente da pousada Habitat
Redário
Os quartos
Os banheiros
Praia da Princesa


Frente da pousada Habitat
Redário
Os quartos
Os banheiros
Praia da Princesa


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- Em, 6/9/2010 -
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Nome: lucia - hildealeixo@hotmail.com
Em, 22/7/2010 às 21:24:16
Cidade: belém / pará / Brasil  
Querida Ilha,
estou moooorrendo de saudades.
Ainda bem que guardo na minha memória inesqueciveis momentos de alegrias. Breve nos encontraremos...
PS: ahhh, se essa ilha falasse!!!
Nome: Vini Lopes - vini_ufpa@hotmail.com
Em, 10/3/2010 às 20:51:29
Cidade: Manaus' / AM / Brasil  
Paraíso !!!
Certamente é o adjetivo que melhor lhe cabe. Algodoal é, nas palavras de Daveson Romero (poeta e músico local), o “beco mais lindo do mundo”. Por sua natureza e por sua gente. Feliz daquele que um dia contemplar o pôr-do-sol do alto de uma das dunas que se edificam na Praia da Princesa, ou de quem saciar-se nas doces águas de seu lago. Quando lembro o som do vento fazendo correr pela areia fina uma ou outra folha seca que se atrevia à praia... Já que tive de sair, que Deus guarde Algodoal em mim.
Poema-carta ao cão “Pereba”
Querido amigo,
Saudável inveja a minha
De tuas pegadas que ainda marcam a areia cor de madrugada Maiandeua
Das minhas, as que maré alta não bebeu, guarda-as como lembrança
de um dia bonito. Só bonito.
Peço que me desculpe pelos erros ao violão, pela voz desafinada...
Pelo contraste indelével do meu sorriso amarelo
Com os alvos seios arenosos da Princesa.
Tu que me guiaste ao lago doce
saciando a minha sede de vida
Que me ensinaste a não latir pro sol das 15 em Algodoal
Que conduziste à travessia do canal,
em partes cega pelo tempo dedicado ao crepúsculo,
Sou-lhe grato.
Como prometi, cantarei teu nome em outras Ilhas
Mostrá-lo-ei (com a pompa démodé da mesóclise) para o mundo todo
E me lembrarei, até quando puder, da recíproca promessa
de deixar que as ondas nos guardassem as confidências.
Só para esclarecer, aquela gota salgada que me assalte por entre os dedos com a língua...
Não! Não era uma lágrima de sentimento, desses que não se sabe o qual
Quase posso jurar que era uma gotícula do atlântico que ficou em mim.
Caro amigo,
De toda a magia de tua terra,
Levo pra minha a imagem do teu sorriso,
Que só crerão os que sonharam esse sonho bom
De estar um dia nesse “Beco de Davison Romero”
Onde o impossível é um só grão de areia fina, enquanto todo o resto...
É simplesmente Algodoal.
Fique bem,
Entrego-te esta carta em mãos, perdão..., em patas !
No intuito de lembrar-te que desprezo tua resposta
qual seja ela... guarda-a contigo
E esteja certo que hei de vir buscá-la pessoalmente
Um dia desses.

Vini Lopes

Praia da Princesa (Ilha de Algodoal /Arquipélago de Maiandeua / Maracanã – PA, 02 de outubro de 2009)

 

 
 
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