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Cada vez mais a humanidade se surpreende com novos terremotos. O ocorrido recentemente no Haiti foi um dos mais devastadores, matando milhares de pessoas, além de deixar um rastro de destruição sem precedentes.
Quando o mundo começa a se recuperar dessa e de outras tragédias, o Chile volta a ser violentamente arrasado por tremores de grandes proporções, deixando a sua população chocada diante da fúria da natureza, além do imediato surgimento das temidas ondas gigantes chamadas de “tsunami” formadas pelo Oceano Pacífico que banha aquele país, provocando ainda mais estragos materiais e novas vítimas.
Os sismólogos tentam explicar esses fenômenos à luz da ciência, porém, não conseguem evitá-los a tempo a fim de prevenir tanto horror.
Acho que esses desastres somente Deus sabe o porquê de estarem sempre acontecendo, apesar dos ambientalistas culparem pela brutal agressão que a natureza vem sofrendo anos seguidos, sem que as pessoas se conscientizem da necessidade de sua preservação, o que não deixa de ser verdade.
Todos nós consideramos o Brasil um País abençoado por Deus, por estar bastante preservado dos graves desastres naturais. E é verdade!
Até mesmo o inesquecível Papa João Paulo II, numa de suas visitas ao nosso País - a título de brincadeira -, disse que Deus é brasileiro.
No entanto, não estamos sabendo tratar com carinho a nossa Pátria, preservando tudo aquilo que a bondosa natureza nos proporcionou.
Mesmo assim, o Brasil, praticamente todos os anos, vem sofrendo com fortes chuvas e enchentes anormais, impondo prejuízos aos cofres públicos, além de desabrigar famílias inteiras que perdem seus pertences e até mesmo a vida.
Tivemos, no ano passado, a maior de todas as cheias da Amazônia, surpreendendo até mesmo os nativos desta região, acostumados com tanta água, que são os nossos valentes e heróicos ribeirinhos.
O que o homem realmente precisa entender, é de que jamais poderá dominar a natureza, mas sim, respeitá-la, a fim de que possamos desfrutar com equilíbrio de tudo aquilo que ela nos oferece gratuitamente para garantir a nossa sobrevivência pacífica.
Tentar mudar, por exemplo, por conta do nosso desenvolvimento o curso dos rios para nos garantir energia da qual necessitamos através das hidrelétricas, não deixa de ser uma agressão, mesmo contando com os avanços tecnológicos nesse campo, onde toda uma geografia primitiva será alterada, contrariando totalmente os princípios da natureza. Nunca mais será a mesma coisa!
Entretanto, é preciso se buscar alternativas inofensivas para garantir a nossa auto-suficiência energética tão necessária.
A propósito, a futura hidrelétrica de Belo Monte,
em Altamira, no Pará, tem sido debatida exaustivamente a sua construção. Uns a favor, outros contra, inclusive a Igreja Católica e os índios.
Já o IBAMA, Órgão responsável pelo uso do meio ambiente, após estudos sobre o impacto ambiental do referido projeto, já sinalizou favoravelmente sobre a sua execução.
No Amazonas, a hidrelétrica de Balbina foi considerada pelos especialistas como um desastre ecológico, por não atender as necessidades básicas da Capital amazonense, prejudicando o melhor desenvolvimento daquele Estado.
Agora, levar a energia da Usina de Tucuruí, também no Pará, parece ser a solução encontrada para livrar Manaus de um colapso energético.
A propalada transposição do Rio São Francisco para irrigar o Nordeste, permanentemente castigado pela seca, virou uma grande polêmica nacional.
Até um Bispo católico fez greve de fome contra a alteração do curso do “velho Chico”, como diz o grande repórter Francisco José, da Rede Globo de Televisão.
Lembram, quando o Instituto americano “Hudson” projetou uma gigantesca hidroelétrica em frente a Óbidos, por ser a parte mais estreita e profunda do Rio Amazonas, diante da impressionante correnteza?
Óbidos, com certeza, desaparecia do mapa. Felizmente, o projeto não saiu do papel e a nossa “Cidade Presépio” permanece intacta para a alegria dos obidenses.
Assim sendo, peço desculpas aos caros leitores por abordar - na condição de leigo que sou - um assunto de tamanha profundidade, reconhecendo assim minhas limitações.
Mas, os leigos, igualmente, têm o direito de externar suas opiniões - certas ou erradas - sobre os tristes acontecimentos que estão ocorrendo no nosso Planeta e que poderiam ser perfeitamente evitados, caso houvesse mais responsabilidade no trato com a ecologia. E é exatamente isso o que estou tentando abordar ao escrever este texto.
Nada contra o progresso que, indiscutivelmente precisamos, sobretudo, no campo energético, desde que os brasileiros possam desfrutá-lo sem culpa.
O que Deus deixou na Terra, que o homem não tente mudar irresponsavelmente. Ou se mudar, tenha a devida certeza de não estar contrariando em nenhum momento o desempenho da própria natureza da qual todos nós dependemos para viver em paz.

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